Não tenho muito a dizer. Sou apenas um internauta. Ou um astronauta.
Catching Elephant is a theme by Andy Taylor
ultimamente ando com muito medo do tempo. Nào pretendo defini-lo nem decifra-lo, mas essa ignorancia em relação a esse assunto está me deixando maluca. Eu não quero envelhecer nunca, tenho muito medo disso na verdade. Meda das consequencias, medo do que eu posso perder com o passar do tempo. preguiça de terminar o raciocinio
Primeiro eles te ignoram
Então eles riem de você e te odeiam
Então eles brigam com você - aí você ganha
Quando a verdade morre
Coisas muito ruins acontecem.
Eles estão sendo cruéis de novo.
Eu sei que está vindo
e vai ser violento
Eu consegui bastante
como estou disposto a mais
Porque você pensa
que nós deveríamos sofrer em silêncio
Quando um coração está partido
não há nada para partir
Você tem estado misturado
com algumas caras bem dificeis
Os meninos tem enganado uma parte das meninas
Eles não se matam
e todos eles amam suas mães
Mas você está fora de sua profundidade filho
Fale alguma coisa.
Eu sei que está vindo
e vai ser violento
Eu consegui o quanto
estou disposto a pegar
Por que você pensa
que nós deveríamos sofrer em silêncio
O coração está partido
não há nada para partir
Tudo é maravilhoso nas vidas passadas
Sonhando com o sol que a esquenta
Você deveria me ver na vida após a morte
Apanhando os restos mortais
Quando você pensa que estamos perdidos
Estamos explorando
O que você pensa que é inútil
Eu adoro
Você não quer a verdade
A verdade é chata
Eu peguei essa febre de
Deixar a casa deixar o carro
Deixar os homens maus onde eles estão
deixar algumas balas na minha arma
Parar de encarar o sol
Me conta uma história, vai. Na qual vivemos juntos, estranhamente felizes. Eu não perdi a cabeça, é que às vezes têm-se que ceder. Ou seria mais cômodo pra você me ver desmoronar, bem de perto? E eu sei que é questão de ponto de vista, mas me disseram que estava tudo bem, e então eu acreditei. A verdade é que estava tudo em suas mãos. Não queria odiar, mas ódio é tudo o que você deixou pra mim, um gosto amargo e uma fantasia do que poderia ter acontecido. Eu não me arrependo, mas as vezes sinto que se me afastasse, sentiria pena de nós dois. Remorso só machuca, não adianta de nada. Eu sei que ainda estão falando, os demônios na sua cabeça. Tudo o que eu queria ser, toda vez que eu fui embora, toda vez que você dizia pra eu sair, eu só queria que você ficasse. Nós tivemos o momento de nossas vidas. Bem, obrigado, foi uma verdadeira explosão.
Kasper Kovitz, Rate Your Progress [Schoharie, NY]- completed, 2009
Mais uma parada e ursula já não era colibri, mas pombinha apaixionada que sempre quis ter só para meu deleite e posse. Sentamos numa das mesas e uma garçonete anã trouxe o cardápio grudento de gordura, onde só se viam variações de omelete e pedimos a variação #27, que se tratava de uma mistura inusitada de ovo, mel e banana cobertos de canela em pó, com o qual mais me identifiquei. Uma duas três xícaras de café e fui fazer xixi no banheiro, que só se chamava assim porque era vontade do dono, afinal um buraco no chão com botão em cima e inscrições rupestres na parede foi o que consegui descobrir na segunda porta à esquerda depois da bomba de gasolina. Mas entre vaginas, bundas e perus mal desenhados lá estavam Mickey e Mallory envolvidos por um coração, como se nos passassem o cargo que outrora fora de Bonnie e Clyde. Recarreguei Lurdinha, empunhei em meus braços másculos, entrei no bar já atirando e mandando todos ficarem deitados, enquanto Ursula assaltava o caixa. Súbito o gerente da bodega cai por sobre o balcão com o olho encharcado, a camisa lavada e o coração vazio de sangue. A cozinheira grita, a anã mija nas saias e um índio gigantesco bate palmas como uma foca adestrada ao ver seu patrão estirado boiando na poça de si mesmo. Saio de costas, ainda com pouca prática Ursula corre até o carro e já começa a gostar desta história de 007. Passa quarta, quinta, e com o bolso cheio seguimos estrada afora com Nicolas Cage desafinando “Love Me Tender”.
Kay Walkowiak, Mise en scéne, 2009
Grand Arnold
Eu muito calmo no banco de trás, e Ursula estranhou, pois cheguei até a dar um cochilo, babar e ressonar, sentado com a cabeça estirada para trás e o pescoço cultivando torcicolos. Sua mão vadia passeava pelas coxas do rapaz, pela marcha, entre outros. Assustada por eu não reagir como antes, desistiu da volúpia, baixou o encosto do banco e dormiu. Mandei moreno estacionar e dar uma olhada no motor que parecia sair fumaça. Ao que atendeu prontamente, já recebendo na têmpora a chave de roda rígida que espalhava sangue espirrado do ouvido sobre o asfalto misturado com outra golfada que vinha do fundo do estômago cheio de água com açúcar do café da manhã. Caído no chão contorcendo-se de dor, pedindo perdão e sem saber porquê recebeu um chute na boca, que apesar de tênis, parecia botina pois acabara de arrancar três dentes cuspidos sobre o peito. Gengiva sangrando e olhos roxeados de socos certeiros. Arranquei suas calças e apertei com alicate a glande que pedia para se descolar sem suportar mais a dor de se ver livre de qualquer tubículo ligado à bexiga. Tombado de costas, ainda teve o desprazer de receber como penetra a tranca que costumava a se prender ao volante, mas que agora evitava com o cadeado possíveis ladrões de ânus. Espremi seu saco com a sola e quando já me preparava para bater uma bolinha decidi que era o bastante, pois já não respirava nem respondia a possíveis apelos de Ursula fêmea. Arrastei o corpo até o lago Ness perto dali. O cadáver se fez monstro. Afundou nas profundezas abissais e pude voltar para o carro, ouvir a Casta Callas diva no toca-cassette e dar a partida para uma nova vida. Ursula acordou quando paramos e perguntou pelo motorista jovem. Disse que ele tinha desistido da viagem, dessa vida louca e dela, que voltou a dormir e nem desconfiou do meu ato apaixionado. Cochilei no volante e quase batemos de farol no poste. Trocamos de assento e pude então fazê-la doida demais.
Allison Sommers, Consequence. gouache on illustration board.